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14 de agosto de 2011

O que significa Santa Ceia ou Ceia do Senhor?


Creio que a maioria de nós sabe o que é a Santa Ceia. No entanto, neste artigo, darei alguns detalhes adicionais muito importantes para uma boa compreensão a respeito da Ceia do Senhor ou Santa Ceia como é também chamada.

Ela foi instituída por Jesus na noite em que Ele foi traído. Essa noite era o dia da páscoa judaica. “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.” (Lc 22. 19-20). (Para melhor compreensão leia nosso texto: O que significa páscoa?)

A Santa Ceia for ordenada por Jesus para que acontecesse por toda a posteridade como uma lembrança viva de Sua morte e sacrifício na cruz pelos nossos pecados. Por isso, até hoje a realizamos como um memorial.

Além de ser um memorial, a Ceia é um momento de comunhão da igreja e fortalecimento espiritual de cada membro do corpo de Cristo. Um momento único e especial.

Os católicos acreditam que, os elementos da Ceia (pão e vinho) se transformam no próprio corpo e sangue de Cristo no momento da Ceia, quando consagrados pelo sacerdote (doutrina chamada de transubstanciação). Nós cristãos reformados, rejeitamos esse pensamento, pois lhe falta embasamento bíblico. Os elementos permanecem da mesma substância que são. O fiel recebe fisicamente apenas o pão e vinho, mas espiritualmente e pela fé, recebe os benefícios da comunhão com Jesus Cristo.

A Santa Ceia não deve ser tomada de qualquer forma. A Bíblia nos orienta a examinarmos o nosso coração antes de participar. E é nesse exame que nos colocamos diante de Deus, reconhecendo o valor de Cristo e Sua obra, bem como, avaliando nossa vida, confessando pecados e tomando decisões de mudanças. Assim ficamos prontos para participar. “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.” (1Co 11. 28-29)

Existe alguma confusão a respeito de quando a pessoa NÃO deve participar da Santa Ceia, principalmente por conta do texto de Paulo que diz das conseqüências de participar da Ceia indignamente. “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.” (1Co 11. 27).

Com relação a esse assunto, te convido a ler um artigo onde explico o que é essa questão de comer a Ceia do Senhor “indignamente” (Em que situações não devo Tomar a Santa Ceia?)

Por André Sanchez
Fonte: Esboçando Ideias

26 de julho de 2011

Eu pequei, e agora?


Pois é, vez ou outra nós nos encontramos nessa triste situação. Pecamos, fazemos aquilo que desagrada a Deus e nos deparamos com um forte sentimento que parece corroer o nosso peito e que faz brotar questionamentos diversos: E agora? O que fazer? Parece que num momento estava perto de Deus e no momento seguinte me sinto longe de Deus? Mais uma vez dei voz ao inimigo, mas uma vez ouvi a minha carne, mais uma vez aceitei as sugestões do mundo e desagradei o meu Deus!

Apesar de serem sentimentos duros e terríveis, digo com toda certeza que a pessoa que está na situação acima está em melhor situação do que a pessoa que peca e não sente nada por ter violado a vontade de Deus.

HÁ SOLUÇÃO PARA O PECADO

O que precisamos saber é que a nossa luta deve ser sempre na busca de não pecar. Porém, a própria Bíblia nos revela que é possível que, por diversos fatores, caiamos diante dele. Pode ser por desleixo em nossa vida espiritual, por imaturidade, por forte tentação, etc. Como o próprio Jesus disse, se descuidarmos, a nossa carne é fraca. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mc 14. 38)

Seja como for, a matéria prima para resolver uma situação onde pecamos chama-se arrependimento. Sem arrependimento não há solução para o nosso pecado. “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3. 19). O arrependimento sincero é a condição para solucionarmos o estrago da ação do pecado em nossa vida.

Arrependimento é o processo pelo qual racionalmente confessamos a nossa culpa pelo pecado que cometemos e assumimos firmemente que não queremos mais esse pecado em nossa vida.

COMO AGIR DEPOIS QUE ME ARREPENDI DE MEU PECADO?

Com o arrependimento no coração é hora de achegar-se à presença de Deus em oração. É a Deus que devemos confessar o nosso mau procedimento. “Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.” (Sl 32. 5). Como o próprio texto já mostra, Deus perdoa um coração verdadeiramente arrependido.

E DEPOIS?

Bom, precisamos saber que o pecado sempre estará diante de nós. A nossa luta será diária. E Deus espera que nos empenhemos para não mais desagradá-lo da mesma forma que antes. O que precisamos fazer é sempre nos lembrar das palavras de Jesus quando perdoava alguém: “Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” (Jo 8. 11).

Assim, se você acabou de pecar, vá até Deus com o coração arrependido, exponha a sua situação, peça perdão e, a partir daí, é hora de levantar a cabeça, deixar toda a culpa para trás e caminhar em frente em busca de uma vida que agrade a Deus!

E VOCÊ, TEM ALGUMA EXPERIÊNCIA PARA COMPARTILHAR SOBRE ARREPENDIMENTO E PERDÃO?

Se você tem algum testemunho para contar sobre o modo como Deus trabalhou com você quando pecou, use os comentários e compartilhe.

Por André Sanchez


8 de julho de 2011

#VocêPergunta: Por que os Judeus não aceitam Jesus Cristo como o verdadeiro Messias?


#VocêPergunta: Por que os judeus não aceitam Jesus Cristo como o verdadeiro Messias?

Caro leitor, essa é uma questão das mais intrigantes, posto que a vinda de Jesus foi profetizada por diversos profetas no Antigo Testamento com detalhes impressionantes. Foi dito que o Messias viria de uma virgem: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel." (Isaías 7. 14). Até o local de seu nascimento foi detalhado: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." (Miquéias 5. 2). E também o texto claríssimo de Isaías 53. 1 -12 (uns 600 anos antes de Cristo) mostra de forma impressionante o Messias Jesus Cristo.


O que vemos claramente nas narrativas bíblicas é que os judeus esperavam um Messias libertador político, já que, naquele tempo, Roma os oprimia. Esperavam alguém para restabelecer o seu domínio sobre aquela terra.

Jesus, porém, nasce como filho de um carpinteiro, sem nenhuma riqueza ou poder político. Não era o Messias que eles queriam. Com relação a isso a Bíblia também nos revela: “Aquele que é a Palavra [Jesus] veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o recebeu." (João 1. 11 - NTLH)

Quando confrontados pela sabedoria e grandeza de Jesus veja como eles o viam como um “Zé ninguém”: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa.” (Mt 13. 55-57)

Assim, fica claro que os judeus não aceitam Jesus Cristo porque preferem olhar para a sua própria vontade e não para a vontade de Deus. As evidências são plenas de que Jesus é o Messias prometido por Deus. Infelizmente até hoje existem Judeus que não veem Jesus como o Messias prometido. Ainda aguardam um Messias que não virá, pois já veio.

Por André Sanchez

22 de junho de 2011

#VocêPergunta: Todo pecado é igual aos olhos de Deus?


Caro leitor, essa é uma questão bastante complexa. Talvez a resposta a essa pergunta seja sim e não. Eu explico.

O pecado, aos olhos de Deus, é uma ofensa a Sua santidade e, por isso, traz sobre nós condenação. Desde aquele que nós consideramos leve, como uma mentira, até aquele que consideramos grave, como um assassinato. Desse ponto de vista, Deus trata o pecado de forma uniforme. Todos os tipos de pecados levam o homem a condenação e ofendem a Deus. Nas listas de pecados mencionadas na Bíblia, eles são citados um após o outro, sem uma escala de maiores ou menores pecados. Observe que a glutonaria (comer exageradamente) está na mesma lista que a prostituição. Veja:

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (Gl 5. 19-21)

A Bíblia quando fala do resultado que o pecado provoca em nosso relacionamento com Deus, também não separa os tipos de pecado em maiores ou menores, mas os agrupa numa mesma ordem de importância perante Deus. Veja:

“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” (Isaías 59. 2).

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Nessa primeira parte, então, não existe pecadinho e pecadão para Deus. Todo pecado, maior ou menor, fere a santidade de Deus e traz condenação a quem o praticou.

Na segunda parte veremos que há sim pecados maiores e menores aos olhos de Deus. Devemos considerar que alguns pecados têm circunstâncias agravantes que os fazem mais odiosos aos olhos de Deus. São pecados que trazem em si agravantes que pesam no julgamento de Deus que é justo.

Por exemplo: Um jovem ainda sem experiência que comete um pecado na ignorância da sua tenra idade tem o seu pecado menos odioso aos olhos de Deus do que um homem maduro que já sabe o que deve ou não fazer. Outro exemplo: Uma pessoa que tira a vida de outra comete pecado mais odioso perante Deus do que aquele que proferiu uma mentira. Mais um: Um religioso que conhece a Lei de Deus e mesmo assim a descumpre, tem pecado mais odioso do que alguém que peca, mas que ainda não conhece a Lei de Deus. É uma questão de justiça.

A Bíblia cita um caso interessante, quando diferencia o roubo de um ladrão que o fez para saciar a fome. "Não é certo que se despreza o ladrão, quando furta para saciar-se, tendo fome?" (Pv 6. 30)

Jesus fez diferenciação de pecado em maior ou menor quando do seu encontro com Pilatos. Veja: "Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.” (Jo 19. 11).
Ou seja, os acusadores de Jesus, que foram os religiosos conhecedores da Lei, tinham um pecado muito maior do que o de Pilatos, pois fecharam seus olhos para a Lei. Pilatos, não conhecedor profundo da Lei de Deus, foi covarde em seu julgamento, pecou, mas tinha um pecado menor do que o deles nessa condenação.

Também podemos usar como exemplo o pecado imperdoável citado pela Bíblia, que é o maior e mais odioso de todos os pecados aos olhos de Deus: "Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada." (Mt 12. 31)

*Este post foi atualizado em 21/06/2011

21 de junho de 2011

#VocêPergunta: Ouvir música "do mundo" é pecado?


#VocêPergunta: Ouvir música "do mundo", que não é evangélica, é pecado?

Cara leitora, a resposta a sua pergunta vai depender da música que se escuta.

Músicas com letras que [não são] contrárias às verdades da Palavra de Deus podem ser ouvidas sem problema. É claro que você precisa avaliar também os ritmos, pois existem ritmos que incitam a sensualidade e devem ser evitados. Se uma música tem uma letra digna, mas o ritmo te leva em direção ao pecado, evite-a. Precisamos aprender a sermos cristãos críticos e coerentes nas nossas posições.

Evitar ouvir uma música que [você sabe] que não agrada a Deus, é um bem que você faz a si mesma e ao seu relacionamento com Deus.

Precisamos aprender a fazer uma seleção daquilo que ouvimos, separando o que não agrada a Deus e ficando com aquilo que não O desagrada. Isso serve também para todo tipo de arte (Livros, filmes, peças, televisão).


Existem músicas muito lindas (que não se enquadram no rótulo "gospel" ou evangélica") que falam da natureza, do amor, de coisas boas e dignas… Qual o problema em ouvi-las? Que pecado pode haver nelas? Vários dos poemas bíblicos não falam diretamente de Deus, mas contém sabedoria e poesia inspiradoras que, no fim, acabam apontando para Deus.

Outra coisa importante: As músicas ditas “evangélicas”, também precisam passar por uma análise criteriosa, pois muitas delas têm letras totalmente contrárias ao que diz a Palavra de Deus. Não é porque é “evangélica” ou “gospel” que podemos ouvir e cantar sem problemas!

Deixo a você o conselho do apóstolo Paulo: “julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal.” (1Ts 5. 21-22)

Por: André Sanchez