13 de junho de 2012
Sal sem gosto, lâmpada queimada
"A água da fonte parece brotar
Dos olhos de um povo, intenso chorar
Que segue seu rumo por todo o lugar
Ela vem de longe e não vai parar
Seguindo o seu leito, às águas do mar (ôôô)
Não tendo final
A água da fonte parece mostrar
Os erros de um povo em não aceitar
Alguém que é Senhor, soberano e conduz
O amor e a vida, o sol e a luz
A fonte suprema que venceu a cruz (ôôô)
O Filho de Deus
Vós sois o sal da terra
E a luz deste mundo
Mas se não a gosto
E as trevas te impedem
Como vais alcançar o reino de Deus
Se a correnteza anda para outro lugar
Vem beber da fonte
Das águas do mar (ôôô)
Da palavra de Deus
Não tendo final
Da palavra de Deus"
(Catedral - Fonte)
E o que você tem sido? Um sal sem gosto? Uma lâmpada queimada dominada pelas trevas?
Publicada anteriormente em Destruíndo a Mentira.
2 de março de 2012
Os cristãos perseguidos e o martírio
“Os homens são feitos mártires não devido à quantidade de seu sofrimento, mas à causa pela qual
eles sofrem.” Santo AgostinhoMilhares de cristãos foram mortos ao longo da história da Igreja sob diversas acusações. Em várias ocasiões os cristãos da Igreja Primitiva foram acusados de “traidores”, “criminosos”, “antissociais”, “obstinados”, “inimigos de Roma” e “ateus”. Cipriano de Cartago (210-258) pertencia a uma nobre e dedicou-se à oratória e à advocacia. Após se converter ao cristianismo foi eleito bispo de Cartago. Foi perseguido por se negar a participar das festas pagãs e oferecer sacrifícios aos deuses romanos. Cipriano foi julgado e degolado sob o governo do Imperador Valeriano.
Mas não para por aí, há uma extensa lista de homens e mulheres que foram mortos por não ceder às pressões políticas, religiosas e sociais de sua época. Para muitos, o que essas pessoas estavam dispostas a fazer era uma loucura sem precedentes; segundo o imperador romano Marco Aurélio, “os cristãos eram tolos obstinados”. Mas para os cristãos esse ato ia além de ser crucificado, degolado ou devorado por feras nas arenas; esse era um ato de fé, de autonegação e de afirmação da soberania de Deus sobre suas vidas.
Os mártires da história da Igreja cristã tinham muito claro para si que não importava o quanto sofreriam em seus corpos desde que a causa que defendiam fosse conhecida. A morte em si não era o fator mais importante no martírio deles, mas as razões que os conduziram a isso. O crescimento significativo da Igreja nos seus primeiros séculos se deve, em grande parte, à coragem de seus mártires que, através do seu amor e devoção a Cristo, cativavam e constrangiam as multidões pagãs e seus governantes. O filósofo e teólogo Søren Kierkegaard disse algo interessante a respeito disso.
“...Naturalmente existe uma enorme diferença entre o tirano e o mártir, embora ambos tenham uma coisa em comum: o poder de constrangimento. O tirano, ele mesmo ambicioso por dominar, obriga as pessoas por meio de seu poder; o mártir, ele mesmo incondicionalmente obediente a Deus, incita os outros por meio de seu sofrimento. O tirano morre e seu governo acaba; o mártir morre e seu governo se inicia...”.
Muitos consideram esses crentes em Jesus “malucos” e “insanos”, mas o fato é que a atitude deles é algo consciente e que quebra os paradigmas estabelecidos pelo mundo. O “correto” seria revidarem a agressão física, mas “ser morto em vez de matar confunde o assassino” e coloca em destaque o perseguido e sua causa e não o perseguidor. A despeito das razões apresentadas pelos perseguidores (política, religiosa, econômica, etc.) para perseguir e matar os cristãos, é a inocência e espontaneidade dos perseguidos que os torna a figura principal no martírio.
Certa vez o irmão André disse que “os muçulmanos só se entregarão a Cristo, quando os cristãos estiverem dispostos a dar a vida pelo que acreditam”. Muitos dos cristãos perseguidos no passado e nos dias de hoje dão a vida pelo que acreditam não para serem lembrados como mártires, mas para testemunhar ao mundo com suas vidas o sacrifício maior de Jesus e para que outros se rendam a Ele.
A causa de Cristo continua sendo para nós cristãos maior do que os sofrimentos que qualquer sistema ou indivíduo possa nos impor. “Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. Filipenses 1. 20-21
Por Marcelo Peixoto, historiador da Portas Abertas Brasil
FONTE: Bonhoeffer, o mártir. Responsabilidade social e compromisso cristão moderno.
29 de novembro de 2011
Igreja
Oie meus hermanos, tudo beleza com vocês? Então galera eu quero falar com vocês sobre igreja! Então gente nos meros seres humanos pensamos e acreditamos que a Igreja é um lugar perfeito, aonde não teremos problemas com ninguém, aonde não nos confrontaremos com as pessoas neh, pode falar eu também pensava assim!
Leia essa pequena historia:
Havia uma menina que ainda era adolescente, ela acreditava que sua igreja era perfeita e então ela se batizou e começou a querer se envolver em tudo o que sua igreja organizava, o primeiro amor pela obra era tão intenso que ela nem sentia vontade de ir para casa, o lance dela era trabalhar na igreja, só que os meses foram se passando e ela descobriu que seus lideres agiam muito diferente daquilo o que eles pregavam primeiro o seu pastor batia na sua esposa, o seu líder de intercessão abandonou a igreja, ela estava vendo tanta coisa dentro daquela denominação que ela foi perdendo a sede a vontade de ir na Casa Do SENHOR, o desejo dela trabalhar na Obra foi se esfriando, e ela permaneceu assim por um ano mais ou menos. Ela olhou para o homem, ai como ela caiu e ela caiu feio! Sinto muita tristeza em contar este pequeno texto porque essa historia é verídica, isso é triste, as circunstâncias a abalaram muito facilmente, ela olhou para o homem (ser humano) e esqueceu de olhar para DEUS! Mais o que eu quero realmente dizer com este texto é o seguinte a nossa concepção de igreja é muito errada! Precisamos aprender que a Igreja não é o céu, eu aprendi que a Igreja é um hospital! Eu vou ser um pouco ousada e dizer que a Igreja é um UTI isso mesmo, vey se você parar para pensar as Igrejas tem as pessoas mais ecleticas que se possam imaginar; são irmãos que não pagam, são pessoas viciadas, tem fofoqueiros, tem pessoas endemoniadas, tem pessoas vazias, pessoas que sofreram traumas, tem pessoas rebeldes, solitárias, orgulhosas, frustadas, viciadas (mais detalhe ninguém é melhor que ninguém!)
Eu tenho aprendido que enquanto lidarmos com o ser humano vamos lidar com problemas, porque temos a mania de achar que o outro é perfeito e acabamos nos esquecendo que não somos, esquecemos que somos limitados e fragies... Eu não quero justificar aqui os erros, ou abafar algo, eu só quero dizer que precisamos parar de pensar que a Igreja aqui na terra é perfeita, acredite ela não é, precisamos olhar mais para DEUS e menos para os homens porque toda vez que olhamos para o homem a gente vai cair, vai pecar, vai se abater! Nos precisamos olhar para o Autor e Consumador da Nossa Fé, JESUS nos levou tão a sério pra gente negar a Ele por qualquer erro do nosso irmão!