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2 de março de 2012

Os cristãos perseguidos e o martírio

Então gente, essa semana tinhamos combinado de falar sobre a Igreja Perseguida e o Marcelo Peixoto que é historiador da Portas Abertas no Brasil tem um texto bem legal que fala muito ao meu coração, e que gosto muito.

“Os homens são feitos mártires não devido à quantidade de seu sofrimento, mas à causa pela qual
eles sofrem.” Santo Agostinho

Milhares de cristãos foram mortos ao longo da história da Igreja sob diversas acusações. Em várias ocasiões os cristãos da Igreja Primitiva foram acusados de “traidores”, “criminosos”, “antissociais”, “obstinados”, “inimigos de Roma” e “ateus”. Cipriano de Cartago (210-258) pertencia a uma nobre e dedicou-se à oratória e à advocacia. Após se converter ao cristianismo foi eleito bispo de Cartago. Foi perseguido por se negar a participar das festas pagãs e oferecer sacrifícios aos deuses romanos. Cipriano foi julgado e degolado sob o governo do Imperador Valeriano.

Mas não para por aí, há uma extensa lista de homens e mulheres que foram mortos por não ceder às pressões políticas, religiosas e sociais de sua época. Para muitos, o que essas pessoas estavam dispostas a fazer era uma loucura sem precedentes; segundo o imperador romano Marco Aurélio, “os cristãos eram tolos obstinados”. Mas para os cristãos esse ato ia além de ser crucificado, degolado ou devorado por feras nas arenas; esse era um ato de fé, de autonegação e de afirmação da soberania de Deus sobre suas vidas.

Os mártires da história da Igreja cristã tinham muito claro para si que não importava o quanto sofreriam em seus corpos desde que a causa que defendiam fosse conhecida. A morte em si não era o fator mais importante no martírio deles, mas as razões que os conduziram a isso. O crescimento significativo da Igreja nos seus primeiros séculos se deve, em grande parte, à coragem de seus mártires que, através do seu amor e devoção a Cristo, cativavam e constrangiam as multidões pagãs e seus governantes. O filósofo e teólogo Søren Kierkegaard disse algo interessante a respeito disso.

“...Naturalmente existe uma enorme diferença entre o tirano e o mártir, embora ambos tenham uma coisa em comum: o poder de constrangimento. O tirano, ele mesmo ambicioso por dominar, obriga as pessoas por meio de seu poder; o mártir, ele mesmo incondicionalmente obediente a Deus, incita os outros por meio de seu sofrimento. O tirano morre e seu governo acaba; o mártir morre e seu governo se inicia...”.

Muitos consideram esses crentes em Jesus “malucos” e “insanos”, mas o fato é que a atitude deles é algo consciente e que quebra os paradigmas estabelecidos pelo mundo. O “correto” seria revidarem a agressão física, mas “ser morto em vez de matar confunde o assassino” e coloca em destaque o perseguido e sua causa e não o perseguidor. A despeito das razões apresentadas pelos perseguidores (política, religiosa, econômica, etc.) para perseguir e matar os cristãos, é a inocência e espontaneidade dos perseguidos que os torna a figura principal no martírio.

Certa vez o irmão André disse que “os muçulmanos só se entregarão a Cristo, quando os cristãos estiverem dispostos a dar a vida pelo que acreditam”. Muitos dos cristãos perseguidos no passado e nos dias de hoje dão a vida pelo que acreditam não para serem lembrados como mártires, mas para testemunhar ao mundo com suas vidas o sacrifício maior de Jesus e para que outros se rendam a Ele.

A causa de Cristo continua sendo para nós cristãos maior do que os sofrimentos que qualquer sistema ou indivíduo possa nos impor. “Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. Filipenses 1. 20-21

Por Marcelo Peixoto, historiador da Portas Abertas Brasil

FONTE: Bonhoeffer, o mártir. Responsabilidade social e compromisso cristão moderno.

2 de janeiro de 2012

O Cotidiano de um Fiscal





Eram um pouco mais de dez horas da noite, na Rua Visconde de Inhaúma localizada no Centro do Rio. Estávamos no ponto de ônibus o fiscal da empresa, o catador de lixo e eu. O catador levava em suas costas três sacolas grandes e aparentemente pesadas, de repente o fiscal chama a minha atenção - “Tá vendo aí? Toda a noite é isso. O que para a gente é lixo para essa turma é dinheiro. Eles separam da “lixarada” que o pessoal dos prédios junta tudo aquilo que presta e levam embora.”

Com um ar de inconformidade, ele segue – “Eu digo que tudo o que as pessoas precisam é de uma oportunidade. Será que essas empresas (das quais os catadores separavam o lixo) não vêem que esses caras acabam fazendo um bem para elas?”

Era impressionante ver a percepção que Carlos, o fiscal da empresa de ônibus, tinha sobre os indivíduos com os quais ele interagia constantemente, em seu ponto de trabalho. Nas suas histórias ele conta as atitudes que crê serem pequenas, mas que fazem a diferença – “Outro dia eu me deparei com um outro catador, e eu senti que ele estava bastante nervoso, por causa da maneira com a qual ele foi tratado na frente de um restaurante aqui perto. Ele “tava” até com um papo de querer furar com a faca quem tratou ele mal. Foi aí, que eu sentei com ele e procurei aconselhá-lo. Eu sei que se conselho fosse bom a gente não dava, a gente vendia, mas nessas situações é tudo que eu poderia fazer por ele. No dia seguinte esse mesmo cara me procurou, ele estava com dois chocolates, sendo que um ele deu para mim e disse “aí moço, esse daqui é seu, o senhor me ajudou muito ontem, muito obrigado!”Isso é o tipo de coisa que desconcerta a gente, e que podemos ver o quanto é possível promover o outro.”

O olhar do Senhor Carlos com relação a este público específico, a população em situação de rua, é muito interessante. Primeiro porque ele consegue separar bem os pedintes, do público que compõe a população em situação de rua. Geralmente a tendência é achar que é tudo igual, mendigo, catador, “cracudo”. Mas não, as pessoas que fazem parte deste grupo (em situação de rua), eles tem o seu próprio trabalho, seja catando latinha, papel ou trabalhos artesanais com o objetivo de se sustentar, e em muitos casos as suas famílias dependem do seu trabalho.Diferente dos mendigos ou pedintes, eles não se fixam em um ponto, mas estão sempre em locais diferentes, devido a procura pelo trabalho.

No vai e vem da cidade, estas pessoas tornam-se invisíveis, sem a compreensão da sociedade a respeito do universo no qual eles estão inseridos.

Outra coisa que me chamou a atenção na conversa com o Carlos, é que ele não perdeu o senso de humanidade. Estar todos os dias parado em um ponto de ônibus, fiscalizando, convivendo com uma série de situações que acontecem em uma região central, como a do Rio de Janeiro acaba sendo fácil se acostumar com o que acontece a volta, mas não é o caso do Carlos. Ele não perdeu a capacidade de se indignar com o que é injusto, ou de não se deixar levar pelos rótulos impostos pela sociedade. Em todo tempo durante nossa conversa, um dos seus maiores exercícios, era colocar-se na posição dos catadores. Por causa disso, conseguia enxergar soluções que ajudassem este público.

Acho que a maior coisa que posso levar desse bate papo com o Senhor Carlos, é essa humanidade, reconhecer o outro, principalmente aquele a quem não vemos ou fingimos não ver, como os indivíduos da população em situação de rua. É esse senso de identificação com o meu próximo, que me torna mais humano, na medida em que promovo aquele a quem me coloco ao lado.

Isso não se faz com o entendimento de “mera caridade”, mas pelo entendimento de amar a Deus e o próximo como a si mesmo. A generosidade de Deus para comigo me desafia a viver isso com outras pessoas como eu, e ao olhar para o meu próximo, vejo a imagem e semelhança de quem me criou.

Fonte: Jocumrio.org

13 de dezembro de 2011

Para fazer Missões é preciso aprender a amar

Evangelizar significa anunciar as boas novas, as boas notícias. Mas quais são as boas notícias?
Imagine a seguinte situação:

Você perde o emprego, o dinheiro que você tava contando não entra e você tem um monte de contas, financiamentos e empréstimo para pagar. Três meses passam e os juros vão se acumulando, você é ameaçado de perder o carro, de ser despejado e o telefone não para de tocar com cobranças. Qual seria a solução?

Poderíamos analisar várias situações, mas todas elas teriam em comuns sentimentos ruins (dor, sofrimento, insegurança, consciência pesada,…) e o desejo de se livrar de todos eles.
A única coisa que poderia trazer liberdade e restaurar a paz seria uma boa notícia. Mais qual?
Para quem já feriu sabe o valor que têm alguém dizer: Eu te perdôo!

Para quem já passou necessidade sabe o quanto uma ajuda inesperada pode trazer alívio e bem estar.
Somos chamados a anunciar as Boas Notícias: Amor, Perdão, Alegria, Provisão, Salvação…
Ide por todo mundo e pregai “as boas notícias” a toda criatura. (Marcos 16:15)

A melhor notícia que você pode transmitir para alguém é: Eu te amo! Como Deus me amou primeiro, hoje eu posso te amar e quando você conhecer o amor de Deus você vai ser capaz de amar a outros.
Pessoas estão precisando urgentemente conhecer o amor de Deus, e quando nós demonstramos este amor, não só de falar, mas perdoando, ajudando, provendo, animando, fortalecendo,..nos tornamos verdadeiramente agentes deste amor.

Amor… nisto se resume as Boas Notícias…como você pode anunciá-la hoje?

By: http://jocumcontagem.org

Um convite para Ti


O que você acha de participar de uma escola onde o desafio de aprender mais sobre o caráter de Deus e a possibilidade de estender Seu Reino nos mais diferentes lugares, como em tribos indígenas por exemplo, são ingredientes fundamentais? Pois este é o perfil da ETED 2012, em JOCUM Contagem.

Além das aulas sobre a natureza e o caráter de Deus, família, redenção, entre outras, os estudantes terão a oportunidade de viver 5 meses intensivos na busca por cumprir seu chamado em missões, maximizando o potencial de influência na sociedade com ferramentas efetivas no desenvolvimento da vocação de cada um.


O que é a Escola de Treinamento e Discipulado?

Por Loren Cunningham (Fundador de JOCUM)

A Escola de Treinamento e Discipulado (ETED) é mais do que um curso pré-requisito da JOCUM; é uma busca por Deus e seu coração pelas Nações. Como aluno, você poderá se juntar a indivíduos de diversas partes do planeta e diferentes estilos de vida. Juntos, serão imersos a uma comunidade dedicada a alcançar efetivamente o mundo com o Evangelho. Um dos princípios fundamentais da Universidade das Nações, por quem a ETED é validada, é a escritura 2 Pedro 1:5, “por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento”.

A ETED se propõe, a uma construção em conjunto com o aluno, onde fé e caráter segundo Jesus, são fundamentos de um edifício sólido da vida cristã.

A Igreja é construída nos fundamentos dos apóstolos e profetas, sendo Jesus Cristo a pedra fundamental. Não existe ninguém mais importante do que Jesus. A pedra fundamental de tudo é Ele, o nosso ponto de referência absoluto.

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Fase Teórica

A ETED está comprometida em ver seus alunos tendo um encontro genuíno com Jesus. Nossos mais de 50 anos em missões nos ensinaram que Deus é um perseguidor de homens. A Fase Teórica (3 meses) oferecerá a oportunidade de ser tocado de forma especial pelo o coração de Deus e Seu amor por você. Ele é o foco e a Sua palavra é o nosso alicerce.

Fase Prática

A fase prática (2 meses) é o que faz da ETED uma experiência única. Nós cremos que Discipulado não é completo até que você, o discípulo, comece a fazer novos discípulos. Deus deseja que toda a humanidade venha a conhecer a Ele e seu amor. Sendo seus seguidores, nós desejamos o mesmo! Junto com suas anotações, obreiros irão guiá-lo a compartilhar sua fé com as nações do mundo.

Como participar:

Clique aqui e preencha o formulário, ou envie um email para registro@jocumcontagem.org

Ou entre na página da

http://jocumcontagem.org/