24 de junho de 2011

Juiz (chuta o balde) e anula contrato de união estável entre homossexuais


O juiz da 1º Vara da Fazenda Pública de Goiânia, Jeronymo Pedro Villas Boas, determinou nesta sexta-feira (18), de ofício, a anulação do primeiro contrato de união estável entre homossexuais firmado em Goiás, após decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união entre casais do mesmo sexo como entidade familiar.

Para Villas Boas, o Supremo “alterou” a Constituição, que, segundo ele, aponta apenas a união entre homem e mulher como núcleo familiar. “Na minha compreensão, o Supremo mudou a Constituição. Apenas o Congresso tem competência para isso. O Brasil reconhece como núcleo familiar homem e mulher”, afirmou ao G1. O magistrado analisou o caso de ofício por entender que se trata de assunto de ordem pública.

Além de decidir pela perda da validade do documento, Villas Boas determinou a todos os cartórios de Goiânia que se abstenham de realizar qualquer contrato de união entre pessoas do mesmo sexo. De acordo com o magistrado, os cartórios só podem providenciar a escritura se houver decisão judicial que reconheça expressamente o relacionamento do casal.

O contrato anulado pelo juiz é o que atesta a união estável entre o estudante Odílio Torres e o jornalista Leo Mendes, celebrado no dia 9 de maio. O G1 deixou recado no celular de Mendes e aguarda retorno.

Na decisão, Villas Boas argumentou que é preciso garantir direitos iguais a todos, independentemente “de seu comportamento sexual privado”, mas desde que haja o “cumprimento daquilo que é ordenado pelas leis constitucionais.” O magistrado afirmou ainda que o conceito de igualdade previsto na legislação brasileira estabelece que os cidadãos se dividem quanto ao sexo como “homens e mulheres, que são iguais em direitos e obrigações."

“A idéia de um terceiro sexo [decorrente do comportamento social ou cultural do indivíduo ], portanto, quando confrontada com a realidade natural e perante a Constituição Material da Sociedade (Constituição da Comunidade Política) não passa de uma ficção jurídica, incompatível com o que se encontra sistematizado no Ordenamento Jurídico Constitucional”, disse o juiz na decisão.

Em entrevista por telefone, Villas Boas afirmou que a decisão do Supremo está fora do “contexto social” brasileiro. De acordo com ele, o país ainda não vê com "naturalidade" a união homoafetiva.

“O Supremo está fora do contexto social, porque o que vemos na sociedade não é aceitação desse tipo de comportamento. Embora eu não discrimine, não há na minha formação qualquer sentimento de discriminação, ainda demandará tempo para isso se tornar norma e valor social”, afirmou.

Fonte: G1
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A decisão foi corajosa e mostra a realidade do que o Supremo fez! Parabéns a esse juiz!

23 de junho de 2011

Roubados e Agredidos na Marcha pra Jesus

Dias atrás, o Paulo teve um sonho: éramos agredidos na Marcha para Jesus, e para nos defender nos colocávamos de joelhos e começávamos a louvar. Hoje parte do sonho se tornou realidade.


Vi lá no Blog GENIZAH

Tudo começou, como sempre, com o pessoal se encontrando na saída do metrô Tiradentes. Era o Paulo, o Nei, o Alex, o Julio, o Josef, o Thiago Mafra, o Morelo e eu. Levamos seis faixas, cinco dos anos anteriores e uma feita especialmente para essa marcha:


Dividimo-nos em dois grupos: metade ficou no início da marcha, e metade se postou mais adiante, onde aguardaria a chegada dos trios. Por volta de dez horas, como sempre, a metade que ficou se aproximou do primeiro trio-elétrico, onde estavam os astros gospel casal Hernandes, Silas Malafaia, Jabes de Alencar, Samuel Ferreira, Marcelo Crivella, entre outros. E estendemos nossa primeira faixa.

Eu segurava uma faixa ainda enrolada, quando a agarraram e a arrancaram dos meus braços, chegando a me machucar. Era um homem forte, um segurança do evento, que saiu no meio da multidão.

Comecei a gritar “fui roubada”, sob o olhar assustado dos fiéis que presenciavam a cena. Outros seguranças se aproximaram e tentaram levar outra faixa, essa já aberta, e eu e os meninos “grudamos” na faixa, enquanto gritava “socorro” repetidas vezes, na ânsia de chamar a atenção de todos e não sermos agredidos. Deu certo, havia uma base policial próxima e os policiais foram ao nosso socorro.

Resultado: os policiais apreenderam duas faixas e nos aconselharam a ficar ali, para nossa segurança.
Porém, fui tomada de enorme ira santa, e confesso que fui bastante imprudente (só agora vejo isso). Deixei a base e fui me esgueirando na multidão, a fim de chegar na frente do trio dos astros gospel.

Foi bem difícil caminhar contra a multidão, mas enfim cheguei e fiquei cara-a-cara com a pastorada famosa. Sem as faixas, sem ter como comunicar minha mensagem, fiz o que estava ao meu alcance: aquele gesto, com um polegar em pé na outra mão, e os demais dedos fazendo um semi-círculo (para bom entendedor…). Fiquei de costas para a multidão, e de frente com o trio. A bispa Sonia até se fez de piedosa, e fez um coração com as mãos, estilo Wagner Love, para mim. E eu, fazendo incessantemente aquele gesto peculiar. Os demais astros viam minha manifestação, mas fingiam nada ver.

Enquanto fazia o gesto e andava de costas, ou melhor, era empurrada de costas pelo cordão humano de brutamontes do evento, ainda por cima o brutamontes que estava na minha frente resolveu me retaliar à sua maneira. A cada passo, ele levantava propositalmente seu joelho, que parava nada delicadamente na minha coxa. E, ao pisar, seu pezinho de fada despencava em cima do meu. Porém, o gostinho de ver aqueles astros gospel tendo que aturar meu gesto me fez perder totalmente a noção de dor. Uma hora até tentei revidar, levantando também meu joelho e atingindo-o com a mesma ignorância, mas aí ele gritou: “você está querendo se machucar”. Entendi o recado, parei de “joelhar”, mas continuei sendo “joelhada” e “pisada”.

Mas não apenas os astros gospel puderam ver meu singelo gesto. Uma repórter se aproximou e perguntou se eu estava protestando. Disse que sim, e ela disse que queria depois falar comigo. Então me deu um bloco, onde escrevi meu celular. Na mesma hora, um brutamontes surgiu do além e arrancou a folha da repórter. Do jeito que ele fez, e no ângulo em que eu estava, achei que ele a tivesse agredido, então por instinto agarrei o braço dele e gritei para ele soltar ela. Quando ele se virou, achei mesmo que ia levar uns sopapos. Mas Deus me livrou.

Continuei no meu gestual básico, e então outro brutamontes ainda maior chegou gritando: “pára de fazer esse gesto, senão você vai ser presa”. Continuei o gesto e o cara veio para cima, me agarrou pelo braço com pouco afeto, me arrastou para fora da pista e voltou para o seu lugar. “Ué, você não ia me prender?”

Como não estava presa, voltei com muita dificuldade para a frente do trio, e depois para o outro lado da pista, já que não tinha mais o que fazer ali. Por sorte (ou providência divina), estava justamente onde parte do nosso grupo estava, no caso o Josef, e com ele estavam as outras três faixas. Subimos num canteiro e estendemos a faixa de 2 Pedro 2.3.

Aí aquela repórter se aproximou de mim e perguntou sobre o porquê de estarmos ali. Falamos um pouco, e do nada apareceram os brutamontes de novo, e arrancaram a faixa das nossas mãos. Na ânsia e na violência, acabaram atingindo um deles mesmos com a vara da faixa, e segundo palavras do Josef, parecia o Pedrão dando uma espadada na orelha do soldado. Assim, nossas três outras faixas foram roubadas, porém ainda tínhamos os panfletos que o Alex fez. Então passamos a distribui-los na multidão.

Depois disso, voltamos para a base policial. Os policiais, diga-se de passagem, foram muito cuidadosos para conosco. Eles nos levaram e nos trouxeram ao 2º. DP, onde não pode ser feito o B.O. por não haver identificação dos agressores. Pela primeira vez, andei de camburão.

Então, de volta à Marcha, encontramos o Thiago Mafra com sacos de lixo, recolhendo o entulho largado pela multidão. Pegamos um saco e resolvemos ajudar também, e conseguimos lotar um saco em muito pouco tempo, tamanha a quantidade de papéis, garrafas plásticas e sacos de salgadinhos que encontramos pelo caminho.

E então fomos embora.

Sem dúvidas, o tratamento que recebemos foi premeditado, planejado pela organização do evento gospel. Nossas faixas não ficaram abertas nem dez minutos, antes de serem brutalmente arrancadas de nossas mãos. Não tiveram medo de agredir mulheres, nem na frente dos fiéis que marchavam. Só não fizeram coisa pior porque a polícia estava ali, presente.

O que relatei acima foi o que aconteceu comigo, e fatos nos quais eu estava presente. Cada participante teve suas próprias experiências (por exemplo, o Julio conversou cara-a-cara com o Malafaia e o Jabes), e por isso é importante visitar todos os blogs e ler todos os relatos. Em todos, porém, uma característica básica: a intolerância, que gera a violência.

E violência entre pessoas que dizem estar ali para marchar para Jesus!

No final, sobraram as duas faixas, aquelas que foram apreendidas no início pelos policiais. As demais, devem estar queimando em alguma fogueira santa gospel, com nossos nomes nas bocas de sapo ungidas. Porém, se não deixaram que a multidão lesse as faixas, pelo menos alguns tiveram acesso aos nossos panfletos, fora os que puderam assistir às cenas de violência. Nossa oração é para que Deus possa usar tudo isso para que o Espírito Santo abra os olhos de alguns para a busca do Verdadeiro Evangelho, que é puro e simples como Jesus vivia.

E, se tivermos que apanhar no ano que vem, sem problemas. O importante é que nós diminuamos, e que Cristo cresça.















Vontade de Deus

Estou incrivelmente feliz. E só o que me resta a perceber em meio a todo esse regozijo é: fazer a vontade de Deus é o princípio de toda e qualquer felicidade. E o mais legal de tudo é que a partir do momento em que você prova isso, não existe mais outra saída, você sempre vai querer buscar mais e mais da fonte de felicidade que é o centro da vontade de Deus. Porque, até nos encontrarmos realmente com isso, a gente até fala que a felicidade está no Senhor e blá blá, mas é só da boca pra fora, porque na hora realmente de se alegrar com Ele, não conseguimos, simplesmente não vai.
Venho aprendendo com o tempo que até nas mínimas coisas a vontade de Deus tem que prevalecer em nossa vida, e que quando escutamos a voz dEle e não cumprimos o que Ele quer... bem, a tristeza e a derrota nos parecem tão próximos.. Porque por mais que naquele momento fazer a vontade do Pai possa parecer difícil ou até simples demais.. o depois é sempre compensatório, se a realizarmos como Ele deseja.
Fazendo a vontade dEle nós ficamos felizes e Ele também fica contente e alegre conosco, e já que a alegria do Senhor é a nossa força (Neemias 8:10) ....
Entenderam? O processo é bem simples, o fazer a vontade de Deus nos leva a tantas coisas boas! Eu como adolescente, quero viver a cada dia que resta na minha vida pra Ele. Eu sou muito grata a Deus por Ele ter se apresentado a mim enquanto jovem, porque é nessa época que podemos mover o mundo (ou pelo menos o nosso mundo) pelos nossos ideais. Somos fortes, por isso Deus nos chamou(1Jo 2:14), e ser adolescente e sentir essa imensa felicidade que é fazer o que Deus quer é um presente tão valioso que eu quero dia após dia guardar muito bem em meu coração, e não só guardar pra mim, mas também mostrar aos outros, para que eles também possam guardar em seus corações essa alegria.
Hoje depois da escola dominical, uma galera da minha igreja local (Presbiteriana de Mambucaba) misturados entre adolescente e jovens, fomos por algumas ruas do bairro entregar convites para um Musical que acontecerá logo mais a noite. E foi uma experiência incrível, de todas as vezes em que eu sai na rua para entregar folhetos, essa foi a que mais me alegrou. Acredito que a vida que você leva com Deus muda tudo o que você vive, essas situações principalmente, porque uma coisa é a gente fazer por fazer, porque já é costume e se a galera da igreja faz.. ah eu também faço... Outra coisa é você saber o real motivo de estar ali, e o que te mover a fazer aquilo ser o amor pelo perdido, pelas pessoas que vão receber daquela salvação que você pode apresentar: Jesus Cristo. Quem sai nas ruas pra esse tipo de trabalho pode perceber a necessidade que se tem de Deus nesse mundo. Nós não precisamos ir pra África pra ver olhares perdidos, tristes, precisando de um sorriso, de uma palavra de amor. É só abrir os olhos pra perto, pras pessoas que vivem ao nosso lado e que precisam tanto quanto nós da misericórdia de Deus. Cada olhar sedento que eu via, o desejo de sorrir, de apresentar uma nova oportunidade aquela pessoa aumentava. São pessoas comuns como nós, só que precisando urgentemente da Água da Vida – que nós já encontramos e insistimos em guardá-la só pra nós mesmos.


E gente, eu falo com toda a certeza que você dar um sorriso a alguém, um olhar brilhante, um “Deus abençoe” pode mudar o dia de uma pessoa, e até uma vida inteira!
Eu quero aprender desse amor, que não é o amor que as novelas falam e que os filmes querem nos convencer com tanto afinco. Eu quero é a atitude! O amar em si! Quero aprender a olhar com compaixão aquele cara jogado na calçada, a ver naqueles que estão se embriagando no bar, não vagabundos que só sabem gastar o dinheiro em vícios, mas quero os olhar como pessoas necessitadas urgentemente de amor, de JESUS!
É chegada a hora irmãos, em que nós temos de agir, de buscar concerto e correr atrás do tempo perdido! Não dá mais pra ficar esquentando banco.. Jesus nos chama pra agirmos, e já!
A minha oração hoje é ter mais amor, é sentir primeiro o amor de Deus em mim e depois testemunhar dele pras pessoas. Porque não adianta nada eu ir entregar folhetos, fazer evangelismo.. se eu mesmo não tiver me encontrado com Ele e ter sido transformada por esse amor. Porque só pode testemunhar sobre algo, quem vive esse algo, não é?

Que Deus abençoe vocês ricamente! Um grande beijo.

Quebrando Barreiras

Só pra te lembrar!!!