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23 de agosto de 2011

Igreja Dentro de Boate Acolhe Jovens na Rua Augusta ao Lado do Inferno Club

Dentro da boate na rua Augusta, 486, São Paulo, um culto cristão

começa depois da balada de sábado.

O Clube Outs abre suas portas no sábado às 3h a dezenas

de flanelados,

tatuados e emos para dançar hits da música pop dos anos

1980 e 90.

Capital-Augusta
Dentro da boate na rua Augusta, 486, São Paulo, um culto cristão começa depois da balada de sábado.



No domingo, a agitação continua por volta das 18h, mas o clube vira

“A Capital Augusta” com uma banda jovem tocando músicas de louvor e

adoração. As bebidas de Smirnoff e Heineken não são tocadas.

Quando a banda pára de tocar surge Junior Souza, 37,

vestido de camiseta preta estampada com o símbolo matemático de

“diferente”.

Com antebraço tatuado e brinco na orelha, Souza faz a pregação e

somente dá a pausa no momento de encher a “caixinha de contribuições”.

“Agora a gente vai fazer um intervalo e já continua o culto, beleza?”

Esse é o culto dos fiéis da Capital Augusta, aberta para todos os que

“não são perfeitos”. Se trata de uma igreja protestante fundada por Souza.

Inicialmente era apenas um grupo formado por músicos,

designers e as pessoas que “já viviam a vida na Augusta”.

A Augusta para quem não conhece é uma rua da cidade de São Paulo,

hoje conhecida como ponto de prostituição com grandes bares e

casas noturnas.

Os frequentadores da igreja são jovens menores que 30 anos dos

quais muitos se sentiram discriminados em outras igrejas mais tradicionais.

A ingestão de bebidas alcoólicas não é proibida pela Capital,

mas prega-se que deve haver moderação. O sexo deve ser dentro

do casamento mas aceita-se a castidade como um processo.

“O projeto ideal é a castidade, mas, se não é essa a sua realidade,

vamos seguir o caminho da reparação", aponta o pastor.

Os gays também são bem vindos e todos os que “não possuem uma vida perfeita”.

"Na Augusta, é natural que eles frequentem. Nosso slogan é:

'Proibido Pessoas Perfeitas.’"

Os integrantes da Capital também se reunem durante a semana para dividir as

“alegrias e frustrações da vida em SP”, segundo o pastor.

O fato da igreja ser dentro do clube e na rua Augusta é vista com olhos de

desconfiança aos que ouvem falar dela. Mas os fiéis não se preocupam com

o julgamento.

“[As pessoas perguntam] ’Como assim vai para a Augusta um lugar de pecadores?`

Bom, mas no final todos somos pecadores,” afirmou Fernanda Stahelin.

“[A igreja] Aceita todo e qualquer tipo de pessoa, até a mais ‘zuada’”.

Desta maneira, muitos jovens “zuados” são atraídos ao local.

“Não queremos que o solitário continue solitário”, completou o pastor.

Souza se auto-identifica cristão e não gosta de ser chamado

de evangélicopor afirmar que o termo já foi banalizado.

A igreja, mantida por 12 líderes da Capital, fica a poucos metros

do “Inferno Club” no número 501 da mesma rua.

Fonte: The Christian Post

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